Mostrando postagens com marcador História da Matemática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História da Matemática. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Osso de Ishango

A maioria das pessoas pensa que o estudo da matemática tem suas origens no antigo Egito e na Babilônia, mas essa tese foi contestada drasticamente na década de 1950 com a descoberta de um osso de animais de pequeno porte, inscrita com as marcações que aparecem para representar números.
ishangobone1
Esse artefato foi descoberto na pequena vila de pescadores Africano de Ishango, na fronteira do Zaire, Uganda e pelo geólogo belga Jean de Heinzelin.
O Osso de Ishango encontra-se no Museu de Ciências Naturais , em Bruxelas, e foi datado de cerca de 20.000 aC. É considerado o mais antigo artefato matemático já descoberto.

Início da Aritmética?
À primeira vista, o osso parece ser uma ferramenta de escrita. Tem 10 cm de comprimento, e no final possui um pedaço de quartzo que devia ser usado para gravuras e escrita. Uma análise mais atenta revela uma série de entalhes correndo até o lado do osso, em três colunas.
As três colunas de traços agrupados assimétricos implicam que a ferramenta era mais funcional do que decorativa. O osso de Ishango pôde ser talhado para estabelecer um sistema numérico.
Os entalhes no osso estão representados abaixo:
Somas Osso
A coluna central começa com 3 traços e logo duplica o seu número. O mesmo processo é repetido com o número 4, que se duplica a 8 traços, e logo inverte-se o processo com o número 10, que é dividido pela metade resultando em 5 traços. Por isto chega-se à conclusão de que estes números não podem ser puramente arbitrários, senão que sugestionam algum indício de cálculos de multiplicação e divisão por 2. O osso poderia ter sido usado, portanto, como uma ferramenta para levar a cabo procedimentos matemáticos simples.
Essa visão é reforçada por olhar para o número de entalhes de cada lado da coluna central. Os números, à esquerda e à direita da coluna central, são todos números ímpares (9, 11, 13, 17, 19 e 21).  Além disso, os números na coluna da esquerda são todos números primos, sugerindo alguns conhecimentos matemáticos. Os números de cada coluna lateral somam 60, e os números da coluna central somam 48. Ambos os resultados são múltiplos de 12, mais uma vez sugerindo que já existia uma compreensão da multiplicação e divisão.
Existem vários críticos que acham que as reivindicações matemática para o osso Ishango são exagerados. Eles sugerem que, uma vez que existem apenas 4 números na coluna da esquerda do osso, pode ser uma simples coincidência que todos esses sejam Primos. O aspecto mais importante da sua argumentação é o fato de que não há nenhuma evidência do conhecimento dos números primos antes do período clássico grego, pelo menos, 10.000 anos mais tarde.


Calendário ou Calculadora?
Alexander Marshack examinou o osso de Ishango com um microscópio e concluiu que esta antiga ferramenta pode representar um calendário lunar de seis meses. Claudia Zaslavsky sugestionou que isto pode indicar que o criador do instrumento era uma mulher, pesquisando a relação entre as fases lunares com o ciclo menstrual.

Fonte: http://en.allexperts.com/e/i/is/ishango_bone.htm
http://www.simonsingh.net/The_Ishango_Bone.html
http://www.naturalsciences.be/expo/old_ishango/en/ishango/introduction.html

quarta-feira, 3 de março de 2010

OS MATEMÁTICOS DOS SÉCULOS XV e XVI

Nesses dois séculos o desenvolvimento do pensamento matemático teve um grande avanço, principalmente depois da invenção da imprensa de tipos móveis, no século XV, que revolucionou a difusão do conhecimento.

Vejamos alguns dos Matemáticos que deixaram seus nomes marcadas na História…
Nicholas Cusa (1401-1464)
Nicholas_of_Cusa

Foi ordenado sacerdote em 1440 e tornou-se cardeal em 1448. Foi também governador de Roma. Se interessou por Geometria e Lógica. Seus trabalhos matemáticos consistem na reforma do calendário e nas tentativas de quadrar o círculo e trisseccionar o ângulo. Contribuir para o estudo do infinito, analisando o infinitamente grande e o infinitamente pequeno.

Georg Von Peurbach (1423-1463)
Incun Q. 520 P95a 1496, L8pr7

Nascido em 30 de maio de 1423, faleceu 8 de abril de 1461.
austríaco Matemático e astrônomo, que promoveu o uso de algarismos arábicos (introduzido 250 anos mais cedo em lugar de algarismos romanos), especialmente em uma tabela de senos ele calculou com precisão sem precedentes. Peurbach foi seguidor da astronomia de Ptolomeu. Ele insistiu sobre a realidade concreta das esferas de cristal dos planetas, indo mais longe do que nos escritos de Ptolomeu.

Johann Muller (1436-1476)
regiomontanus

Conhecido como “Regiomontanus”. Estudou com Peurbach e tomou para si o trabalho de traduzir o “Almagesto”. Traduziu também textos de Apolônio, Herão e Arquimedes. Publicou “De Triangulis Omnimodis”, primeira exposição européia sistemática de trigonometria plana e esférica, independente da astronomia. Montou um observatório e, com uma prensa tipográfica escreveu tratados de astronomia. Segundo historiadores construiu uma água mecânica que batia as asas.

Nicolas Chuquet
tamblyon2

Escreveu um dos primeiros tratado sobre matemática em francês, o Triparty en la science des nombres, de 1484. Se dedicou também à medicina. Sabe-se que se mudou para Leão, por volta de 1480 onde viveu até à sua morte, por volta de 1488. Estes dados são fornecidos pelos registos de impostos de Leão, onde aparece entre 1485 e 1487 com a profissão de algoriste.
Seu trabalho em matemática enfoca cálculo com números racionais e irracionais e teoria das equações.

Luca Pacioli (1445-1509)
08008063, 2/15/08, 10:10 AM, 16C, 4774x7779 (947+2704), 100%, Default Settin,  1/40 s, R49.9, G21.2, B30.4
Image Producer:CUL,Mac Pro,OS:10.4.9,Better Light 8K-2,Viewfinder 7.2.4,HID,TTI45ei,Schneider 120mm/f5.6, KodakQ13

Luca Pacioli era um padre franciscano que se dedicou à compilações de álgebra, aritmética e geometria. Publicou “Summa de arithmetica, geométrica, proportioni et proportionalita”. Este trabalho, que contém muito dos assuntos encontrados no “Líber Abaci”, trata de operações fundamentais para a extração de raízes quadradas, escrituração mercantil, equações quadráticas, álgebra sincopada (p, para indicar mais). Publicou ainda “De divina proportione”, com ilustrações de sólidos geométricos feitas por Da Vinci, aluno de Pacioli.

Johann Widman (1460-1498)

Matemático alemão que estudou na Universidade de Leipzig, e tornou-se um professor de lá, palestras sobre aritmética e álgebra. Ele foi o primeiro a ensinar álgebra na Alemanha. Credita-se a ele o uso, primeiramente, dos sinais de + e -. Estes símbolos eram usados para indicar excesso e deficiência.

Os símbolos de mais (+) e menos (-) apareceram pela primeira vez impressos no livro Behende und Hüpsche Recenung auff allen Kauffmanschafft ("Aritmética Mercantil") de JOHANNES WIDMANN, publicado na cidade de Leipzig em 1489. Entretanto neste livro os sinais não se aplicam à adição e à subtração como a conhecemos, e sim a aumentos e diminuições em problemas de contabilidade. A página a seguir é do próprio livro de WIDMANN, de uma edição de 1526.
Widman-BehenndeundHupscheRechnung-1526-orgemsinais

 Robert Recorde (1510-1558)
Robert_recorde
Foi um Matemático e Médico nascido na Inglaterra. É muito conhecido no meio matemático por ter criado o sinal de igualdade (=), em 1557 no seu livro "Whetstone of Witte".
Quando perguntado sobre o porquê da escolha do símbolo, Robert Recorde justifiou:

"Se escolhi um par de paralelas, é porque elas são duas linhas gêmeas, e nada é mais semelhante do que dois gêmeos".
Deixou pelo menos cinco publicações, sendo “The ground of artes” o seu mais completo livro de aritmética, o qual atingiu 29 tiragens. Fez trabalhos sobre astronomia, geometria, medicina e álgebra. Apresentou o sistema de Copérnico aos ingleses.

Michael Stifel (1486-1567)

Nascido na cidade alemã de Esslingen, em 1487, Stifel tornou-se um monge em seus vinte anos, e em 1511 foi ordenado para o sacerdócio.
Considerado o maior matemático alemão dos séculos XV e XVI , Michael Stifel foi um luterano fervoroso.
Como matemático, foi um dos primeiros a usar sinais de adição e subtração; desenvolveu um sistema de logaritmos, independente dos estudos de John Napier (1550-1617).
Em 1544, ele publicou Arithmetica Integra, um somatório de conhecimentos matemáticos até esse ponto.
Trabalhou com álgebra, números racionais e irracionais. Associou uma progressão aritmética a uma progressão geométrica, antecipando assim a invenção dos logaritmos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Matemática e o Renascimento


Renascimento ou Renascença são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII.Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista.

Durante o Renascimento, a Matemática passa também a assumir um outro papel, mais aplicada aos avanços da época.
Em meados do século XV, deu-se um sensível aumento na produção de trabalhos matemáticos. Para isso contribuíram fatos relevantes, como a queda de Constantinopla , em 1453, as grandes navegações e o invento da impressão com tipos móveis que possiblitaram a  maior difusão das obras.
como consequência desse período de mudanças, o estudo matemático, no Renascimento, assumiu características de Matemática Aplicada, a qual passou a ser utilizada em campos como a arte, óptica, mecânica, cartografia e contabilidade.
A aritmética da época era amplamente comercial e objetivava  explicar a escrita dos números, efetuar cálculos com eles.

Nessa época, matemáticos como Niccolo Tartaglia (1500-1557) e Ludovico Ferrari (1522-1565) contribuíram para a resolução das Equações Cúbicas e Quadráticas, respectivamente. Mas, somente em 1545, Gerônimo Cardano (1501-1576) publica "Ars Magna" com a resolução dessas equações, constituindo-se num marco importante para os algebristas da época.
 
Cuja  solução apresentada era:...

 Cardano, médico e jogador, dedicou grande parte da sua vida à àlgebra e ao reconhecimento da importância das raízes negativas, chamadas por ele de "fictícias". Embora falasse das raízes quadradas dos números negativos, não chegou ao conceito dos imaginários. A continuidade desse seu estudo foi realizada por Bombelli.
Fonte:  *Matemática Aula por Aula - Xavier e Barreto.
*Wikipedia

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Papiro de Moscou ou Papiro Golonishev

 
O Papiro de Moscou também conhecido como Papiro Golonishev em referência ao seu proprietário Vladimir Golenishchev é um papiro egípcio em forma de uma estreita tira de 5,5m de comprimento por 8cm de largura, com 25 problemas matemáticos grafados com escrita hierática. 

Foi escrito por volta de 1850 a.C por um escriba cuja identidade é deconhecida. Encontra-se atualmente em Moscou no Museu Pushkin.

Entre outros, contém o problema envolvendo a área de um triângulo e o Volume do Tronco de Pirâmide.