terça-feira, 9 de março de 2010

Os Poliedros de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi o  “cara” do Renascimento por excelência: Artista, Matemático, Cientista e Engenheiro. Ele era um grande amante da Geometria e muito tempo dedicado ao trabalho com figuras geométricas. Sua realização mais notável é o “poliédrico”, que são ilustrações para Luca Pacioli (frade franciscano, 1445-1509, que é conhecido por seu compêndio de matemática do século XV, “Summa de Arithmetica, Geometrica, proportioni et proportionalita” (1494) e “De divina proportione” (1509).

O termo Ycocedron Abscisus na placa título significa icosaedro truncado. Os desenhos são feitos manualmente com uma perfeição admirável.

leonardo-dodec

Vejamos algumas das figuras feitas por Da Vinci, especicamente aquelas que ilustram a Esfera, Cone, Cilindro, Pirâmide e os Sólidos Platônicos.

ESFERA

sphere

TETRAEDRO

tetrahedron

tetrahedron 2

CUBO

cube cube 2

OCTAEDRO

octaedro octaedro 2

ICOSAEDRO

icosaedro icosaedro 2

DODECAEDRO

dodecaedro

leonardo-dodec

PIRÂMIDE QUADRANGULAR

pirâmide quadrangular

pyramis quadrangular 

CILINDRO E CONE

cilindro

cone

quarta-feira, 3 de março de 2010

OS MATEMÁTICOS DOS SÉCULOS XV e XVI

Nesses dois séculos o desenvolvimento do pensamento matemático teve um grande avanço, principalmente depois da invenção da imprensa de tipos móveis, no século XV, que revolucionou a difusão do conhecimento.

Vejamos alguns dos Matemáticos que deixaram seus nomes marcadas na História…
Nicholas Cusa (1401-1464)
Nicholas_of_Cusa

Foi ordenado sacerdote em 1440 e tornou-se cardeal em 1448. Foi também governador de Roma. Se interessou por Geometria e Lógica. Seus trabalhos matemáticos consistem na reforma do calendário e nas tentativas de quadrar o círculo e trisseccionar o ângulo. Contribuir para o estudo do infinito, analisando o infinitamente grande e o infinitamente pequeno.

Georg Von Peurbach (1423-1463)
Incun Q. 520 P95a 1496, L8pr7

Nascido em 30 de maio de 1423, faleceu 8 de abril de 1461.
austríaco Matemático e astrônomo, que promoveu o uso de algarismos arábicos (introduzido 250 anos mais cedo em lugar de algarismos romanos), especialmente em uma tabela de senos ele calculou com precisão sem precedentes. Peurbach foi seguidor da astronomia de Ptolomeu. Ele insistiu sobre a realidade concreta das esferas de cristal dos planetas, indo mais longe do que nos escritos de Ptolomeu.

Johann Muller (1436-1476)
regiomontanus

Conhecido como “Regiomontanus”. Estudou com Peurbach e tomou para si o trabalho de traduzir o “Almagesto”. Traduziu também textos de Apolônio, Herão e Arquimedes. Publicou “De Triangulis Omnimodis”, primeira exposição européia sistemática de trigonometria plana e esférica, independente da astronomia. Montou um observatório e, com uma prensa tipográfica escreveu tratados de astronomia. Segundo historiadores construiu uma água mecânica que batia as asas.

Nicolas Chuquet
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Escreveu um dos primeiros tratado sobre matemática em francês, o Triparty en la science des nombres, de 1484. Se dedicou também à medicina. Sabe-se que se mudou para Leão, por volta de 1480 onde viveu até à sua morte, por volta de 1488. Estes dados são fornecidos pelos registos de impostos de Leão, onde aparece entre 1485 e 1487 com a profissão de algoriste.
Seu trabalho em matemática enfoca cálculo com números racionais e irracionais e teoria das equações.

Luca Pacioli (1445-1509)
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Luca Pacioli era um padre franciscano que se dedicou à compilações de álgebra, aritmética e geometria. Publicou “Summa de arithmetica, geométrica, proportioni et proportionalita”. Este trabalho, que contém muito dos assuntos encontrados no “Líber Abaci”, trata de operações fundamentais para a extração de raízes quadradas, escrituração mercantil, equações quadráticas, álgebra sincopada (p, para indicar mais). Publicou ainda “De divina proportione”, com ilustrações de sólidos geométricos feitas por Da Vinci, aluno de Pacioli.

Johann Widman (1460-1498)

Matemático alemão que estudou na Universidade de Leipzig, e tornou-se um professor de lá, palestras sobre aritmética e álgebra. Ele foi o primeiro a ensinar álgebra na Alemanha. Credita-se a ele o uso, primeiramente, dos sinais de + e -. Estes símbolos eram usados para indicar excesso e deficiência.

Os símbolos de mais (+) e menos (-) apareceram pela primeira vez impressos no livro Behende und Hüpsche Recenung auff allen Kauffmanschafft ("Aritmética Mercantil") de JOHANNES WIDMANN, publicado na cidade de Leipzig em 1489. Entretanto neste livro os sinais não se aplicam à adição e à subtração como a conhecemos, e sim a aumentos e diminuições em problemas de contabilidade. A página a seguir é do próprio livro de WIDMANN, de uma edição de 1526.
Widman-BehenndeundHupscheRechnung-1526-orgemsinais

 Robert Recorde (1510-1558)
Robert_recorde
Foi um Matemático e Médico nascido na Inglaterra. É muito conhecido no meio matemático por ter criado o sinal de igualdade (=), em 1557 no seu livro "Whetstone of Witte".
Quando perguntado sobre o porquê da escolha do símbolo, Robert Recorde justifiou:

"Se escolhi um par de paralelas, é porque elas são duas linhas gêmeas, e nada é mais semelhante do que dois gêmeos".
Deixou pelo menos cinco publicações, sendo “The ground of artes” o seu mais completo livro de aritmética, o qual atingiu 29 tiragens. Fez trabalhos sobre astronomia, geometria, medicina e álgebra. Apresentou o sistema de Copérnico aos ingleses.

Michael Stifel (1486-1567)

Nascido na cidade alemã de Esslingen, em 1487, Stifel tornou-se um monge em seus vinte anos, e em 1511 foi ordenado para o sacerdócio.
Considerado o maior matemático alemão dos séculos XV e XVI , Michael Stifel foi um luterano fervoroso.
Como matemático, foi um dos primeiros a usar sinais de adição e subtração; desenvolveu um sistema de logaritmos, independente dos estudos de John Napier (1550-1617).
Em 1544, ele publicou Arithmetica Integra, um somatório de conhecimentos matemáticos até esse ponto.
Trabalhou com álgebra, números racionais e irracionais. Associou uma progressão aritmética a uma progressão geométrica, antecipando assim a invenção dos logaritmos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

FRACTAIS – A MATEMÁTICA DO DELÍRIO

fractal2

Imagine um mundo matemático dos sonhos que encanta qualquer nerd e amante de “coisas” diferentes. Uma realidade do futuro… É o que encontramos na geometria dos fractais.

A geometria que conhecemos, cuja base vem do Grande Mestre EUCLIDES a cerca 2250 anos atrás, propõe, como sabemos, que um ponto tem “dimensão zero”, uma reta tem dimensão 1 (é unidimensional), um plano tem dimensão 2 (bidimensional) e um bloco tem dimensão 3 (tridimensional). Já os fractais são considerados formas geométricas n-dimensionais, com estruturas de perfeição singular, cujas similaridade entre as suas infinitas divisões permanecem inalteradas.

Para entender como funciona os Fractais, pense numa reta e tire dela um pedaço, e depois mais outros pedaços e mais outros…”esburando” essa reta inúmeras vezes, então imagine que vc pudesse cortá-las em “pedaços” infinitas vezes, sendo que a única condição é que cada parte possua as mesmas característias da primeira.

E então? o que vc acha que sobraria? Segundo os estudos recentes, restaria então o que se chama de “POEIRA DE CANTOR”, que foi prosposta pelo matemático Georg Cantor. Essas infinitas divisões desses “pedaços”  estão entre as dimensões unidimensional e bidimensional não sendo uma parte inteira.

figura27

Vamos á definição tão esperada..

Fractais são formas geométricas obtidas através de processos iterativos, ou seja, um processo repetitivo em que o número de iterações tende a infinito.

A denominação fractal foi criada em 1975 por Benoit Mandelbrot. Que significa fragmento em Latim.

Propriedades:

Auto-similaridade

É a simetria através das escalas. Consiste em cada pequena porção do fractal poder ser vista como uma réplica de todo o fractal numa escala menor.

image024Processo iterativo de construção do Triângulo de Sierpinski.

Dimensão Fractal

"Eu cunhei fractal do adjetivo latino fractus. O verbo latino correspondente frangere significa quebrar: criar fragmentos irregulares, além de fragmentar (como em fração ou refração), fractus também quer dizer "irregular", ambos significados que são preservados em fragmento.”

Mandelbrot

A dimensão de um fractal representa o grau de ocupação deste no espaço, que tem a ver com o seu grau de irregularidade. Sendo um valor fracionário.

Fontes:

Matemática –Barreto & Xavier; Wikipedia;http://www.educ.fc.ul.pt; arquivosevt.lncc.br/pdfs/aula4-fractal.ppt ;www.cbpf.br/~maysagm/.

      

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Matemática e o Renascimento


Renascimento ou Renascença são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII.Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista.

Durante o Renascimento, a Matemática passa também a assumir um outro papel, mais aplicada aos avanços da época.
Em meados do século XV, deu-se um sensível aumento na produção de trabalhos matemáticos. Para isso contribuíram fatos relevantes, como a queda de Constantinopla , em 1453, as grandes navegações e o invento da impressão com tipos móveis que possiblitaram a  maior difusão das obras.
como consequência desse período de mudanças, o estudo matemático, no Renascimento, assumiu características de Matemática Aplicada, a qual passou a ser utilizada em campos como a arte, óptica, mecânica, cartografia e contabilidade.
A aritmética da época era amplamente comercial e objetivava  explicar a escrita dos números, efetuar cálculos com eles.

Nessa época, matemáticos como Niccolo Tartaglia (1500-1557) e Ludovico Ferrari (1522-1565) contribuíram para a resolução das Equações Cúbicas e Quadráticas, respectivamente. Mas, somente em 1545, Gerônimo Cardano (1501-1576) publica "Ars Magna" com a resolução dessas equações, constituindo-se num marco importante para os algebristas da época.
 
Cuja  solução apresentada era:...

 Cardano, médico e jogador, dedicou grande parte da sua vida à àlgebra e ao reconhecimento da importância das raízes negativas, chamadas por ele de "fictícias". Embora falasse das raízes quadradas dos números negativos, não chegou ao conceito dos imaginários. A continuidade desse seu estudo foi realizada por Bombelli.
Fonte:  *Matemática Aula por Aula - Xavier e Barreto.
*Wikipedia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Números Primos e os Divisores de um Número

Você já deve ter se deparado com um problema que peça a quantidade de divisores de um número.

Por exemplo, QUANTOS SÃO OS DIVISORES POSITIVOS DO NÚMERO 432?

Para resolver esse problema usamos o Princípio Fundamental da Contagem (PFC).

Mas primeiro devemos transformar o número num Produto de fatores primos. Assim:

432 = 24.33

Então, qualquer divisor de 432 deve ser da forma 2m.3n, onde m = 0,1,2,3 ou 4 e n = 0,1,2 ou 3. Por exemplo, 22.31 = 12 e 432:12 = 36.

clip_image002 Existem 5 possíveis valores para m e 4 possíveis valores para n. Pelo PFC o número total de possibilidades é:

5x4 = 20

Logo, o número 432 possui 20 divisores.

Com base no que vimos podemos dizer que dado um número natural X, sendo sua forma fatorada X = 2mx3n x5px... Podemos dizer que o número de divisores positivos de X é dado por

(m+1)x(n+1)x(p+1)x

 Para treinar: Quantos divisores possui o número 1800?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Números Primos e o Problema do Triângulo Retângulo

image

É possível que as medidas dos lados de um triângulo retângulo (numa mesma unidade) sejam todas números primos?

(um problema da RPM)

Antes de dar a solução deste problema devo lembrar um pouco dos números primos.

Na história da Matemática atribui-se a Pitágoras, filósofo e matemático grego, os primeiros estudos sobre números primos.

A palavra primo refere-se a primário e não tem relação alguma com parentesco. Os pitagóricos chamavam números “primários” todos os números naturais que não podiam ser obtidos através do produto de outros números, como é o caso dos números naturais: 2, 3, 5, 7, etc. Aos que são gerados a partir do produto de outros números eram chamados números “secundários”, como por exemplo: 12 = 2 x 6,  15= 5 x 3, etc.

Atualmente definimos,

TODO NÚMERO NATURAL MAIOR DO QUE 1 QUE É DIVISÍVEL APENAS POR 1 E POR ELE PRÓPRIO.

Veja (2, 3, 5, 7 , 11, 13,17, 19, 23, 29, 31, 37, …). Perceba que, com excessão do 2, todos  os outros números são ímpares.

Vamos ao problema!

Solução:

A resposta é não. Do teorema de Pitágoras temos a igualdade clip_image002. Sendo a, b e c primos, não podem ser todos ímpares e, como clip_image004 e clip_image006, devemos ter clip_image008 ou clip_image010. Digamos clip_image010[1]. Teremos então:

clip_image013

clip_image015

e analisando os possíveis valores de clip_image017 e clip_image019, que são 1, 2 ou 4, concluímos que a situação é impossível.

FONTE: Sociedade Brasileira de Matemática

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

FÓRMULAS DE MATEMÁTICA VESTIBULAR-(G.A.)

GEOMETRIA ANALÍTICA

*DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS                 *PONTO MÉDIO

distâncias_GA

ALINHAMENTO DE 3 PONTOS

imageimage

BARICENTRO

BARICENTRO FORMULA BARIC

DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA RETA

image 

COEFICIENTE ANGULAR (m)              EQUAÇÕES DA RETA

image    image

ÂNGULO FORMADO POR DUAS RETAS

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DISTÂNCIA ENTRE PONTO E RETA

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ÁREA DE UM TRIÂNGULO

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Papiro de Moscou ou Papiro Golonishev

 
O Papiro de Moscou também conhecido como Papiro Golonishev em referência ao seu proprietário Vladimir Golenishchev é um papiro egípcio em forma de uma estreita tira de 5,5m de comprimento por 8cm de largura, com 25 problemas matemáticos grafados com escrita hierática. 

Foi escrito por volta de 1850 a.C por um escriba cuja identidade é deconhecida. Encontra-se atualmente em Moscou no Museu Pushkin.

Entre outros, contém o problema envolvendo a área de um triângulo e o Volume do Tronco de Pirâmide.